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"Estão-nos a empobrecer", diz Pacheco Pereira

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 21.09.07

Existe um “sistema” em Portugal que é protegido com unhas e dentes, literalmente, uma espécie de “estilo de vida” quase ancestral: um Estado que se alimenta dos rendimentos e energias das populações, pelas quais não revela o menor interesse, consideração, sensibilidade.

Um Estado que centralizou o poder numa máquina imensa, ineficaz, desorganizada, e geograficamente também, na capital do país.

Este “sistema” mantém-se: o poder está centralizado de forma inadmissível na máquina de um Estado que impede e estrangula a autonomia dos cidadãos. A única alternativa ou escapatória é a emigração. As populações já iniciaram esse percurso.

Este “sistema” é perverso e incomportável. É a própria contradição nos tempos modernos. Como disse Pacheco Pereira na “Quadratura do Círculo”, dia 5, na SIC Notícias, “estão-nos a tornar mais pobres, vão-nos empobrecendo”. Esta é a única observação lúcida possível face ao actual estado de coisas.

A continuar assim, nesta lógica do Estado actual, é precisamente isso que nos vai acontecer. Quando Pacheco Pereira acentua a necessidade de se promover uma autonomia face ao Estado, em que as pessoas possam organizar a sua vida sem depender do Estado, a tal liberdade de escolha, está a tocar no ponto essencial.

O Estado actual, com este governo, não está a perder poder ou influência, nem sequer a diminuir o seu peso financeiro, está a reorganizar-se, mas para a sua manutenção, com a mesma lógica perversa. Não se iludam, meus caros: nada será reduzido ou alterado que ponha em causa o actual poder do “sistema”.

 

 

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publicado às 11:23



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